sábado, 4 de setembro de 2010

Segunda etapa: La Digue

La Digue é a quarta maior ilha das Seychelles, mas isto não quer dizer que ela seja muito grande: ela tem mais ou menos 6 km de comprimento e 3km de largura nos pontos mais largos, e uns 3000 habitantes. Carros? Somente uma meia dúzia de táxis e caminhõezinhos para transporte de mercadoria. Para circular na ilha, o negócio é ir a pé... ou de bicicleta, como a maioria das pessoas (locais e turistas):



Mesmo pequenininha, La Digue tem duas praias belíssimas que fazem a alegria dos turistas. A primeira é Anse Source d’Argent, que aparece em tudo quanto é catálogo e pôster de agência de turismo – é a praia que está na capa do nosso guia, por exemplo (o Lonely Planet versão francesa). Vejam a foto e entendam o porquê:



A segunda é Grand Anse, no lado oposto da ilha. Praia maior, mais selvagem, mais aberta, mas não menos bonita com todos os rochedos “emoldurando” os dois lados da praia:



Estas duas praias e mais as outras tantas espalhadas pela ilha e acessíveis de bicicleta (Anse Sévère, Anse Patates, Anse Bananes) são suficientes para a maioria das pessoas. Mas nós não resistimos e resolvemos seguir a dica do Lonely Planet e ir até Anse Marron, praia acessível por caminhada de 1 hora, com guia, já que a “trilha” não é algo materializado, fácil de ser seguida – precisa saber o caminho.
O nosso guia foi o Henry, seychelense (sei lá se é assim que se diz em português, mas se não é, neste blog fica sendo) muito simpático e que realmente sabe o que está fazendo. Porque a tal da trilha realmente não é fácil, com passagens com água até a cintura, trilhas bem fechadas na mata, e o pior de tudo, rochedos e mais rochedos, que temos que escalar, engatinhar, descer, ...



Quem me conhece sabe que eu não sou lá muito esportiva (Fernanda, campeã mundial em número de dispensas de educação física no colégio!) mas o Henry, com sua paciência de Jó (e a do Clément também, aliás), conseguiu fazer com que eu chegasse inteira. As paisagens no caminho já são lindas, e o visual na chegada faz a gente (quase) esquecer o esforço:



Praia linda, deserta, água transparente formando piscinas entre os rochedos, com peixinhos coloridos...
Enquanto a gente descansa neste paraíso, o guia vira cozinheiro e prepara um autêntico churrasco seychelense de peixe, com um tempero delicioso, servido em folhas de palmeira:





Depois do almoço, mais um pouco de descanso antes de continuar a trilha para voltar à “civilização”. No caminho, mais rochedos e mais paisagens paradisíacas:



Um outro passeio que fizemos a partir de La Digue foi para as ilhas Coco e Felicité. São pontos para prática de snorkeling. A paisagem da ilha Coco é muito bonita, mas o ponto onde paramos não era muito profundo e tinha algumas ondas, o que me perturbou um pouco para nadar (corais e ouriços marinhos com espinhos altamente pontudos me deixaram um pouco estressada). Já em Felicité, com profundidade de 4 a 5 metros, nadei tranquila e vi muitos e muitos peixinhos de tudo quanto é tamanho e cor, e até uma tartaruga marinha, vejam que bonitinha: (na foto, com o capitão do barco)



La Digue foi a ilha de que mais gostamos. Pequenininha, mas com praias lindas, bem tranquila com suas muitas bicicletas e poucos carros, pessoas simpáticas... Atípica e charmosa. Foi com um pouquinho de dor no coração que pegamos o barco de volta para Praslin, e logo em seguida o avião, com destino a Mahé, nossa terceira e última etapa.

Um comentário:

Silvia Almeida disse...

Adorei seu commentario. EU TB estou em SC, Nao gostei d mahé e nem de praslin Agora estou explorando la digue. Depois t conto como foi! Bjs

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